Premium OPINIÃO - Perdoa-lhes, Sócrates: eles só sabem de bola
BOLA DE TRAPOS - Rezam as crónicas que, se dependesse da maioria das estrelas do futebol brasileiro, no ativo ou na reforma, o candidato extremista Bolsonaro seria eleito nas Presidenciais de domingo.
Às declarações de apoio de Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo ou do médio do Palmeiras, Felipe Melo, juntaram-se claques e golos com dedicatória política, encapelando a onda do militar na reserva que pretende liderar o Brasil com métodos de Zeca Diabo e a sebenta de Odorico Paraguaçu. Este arremedo de sobressalto cívico por parte de notáveis do futebol deve ser saudado, sobretudo vindo de um sector que, por hábito, falha as convocatórias para os grandes debates da nação. Pena é que o compromisso tresande a mofo e constitua o retrato desmemoriado dos seus ilustres protagonistas.
