BOLA DE TRAPOS - O cronista Miguel Carvalho, grande repórter da Visão, escreve em O JOGO sobre o hacker Rui Pinto e as várias interpretações da sua ação.
Em tempos não muito longínquos, os escândalos no futebol eram tão rasteiros e detetáveis como a bola rolando na relva. Os árbitros, não todos, vinham com preçário. Os resultados, não todos, eram comprados a dinheiro, em géneros ou com recurso a sensações escaldantes, típicas das mil e uma noites. Os dirigentes, não todos, viviam rodeados de capangas para todo o serviço e encontravam nos clubes o palco, as maquias e a deliciosa ou viciosa opacidade dos seus negócios ilícitos.