Premium Jogar com os melhores costuma dar melhores resultados

Jogar com os melhores costuma dar melhores resultados

Aliás, o próprio Bruno Lage fez questão de o reconhecer, quando convidado a explicar o que falta aos encarnados para terem a dimensão europeia de que Luís Filipe Vieira costuma falar

Não deixa de ser cruel que o Benfica veja a eliminação da Liga dos Campeões carimbada aos 96 minutos de um jogo em que esteve a ganhar por 2-0 até aos 90" e na sequência daquela que foi, claramente, a melhor exibição dos encarnados na prova esta temporada. Por outro lado, não foi o empate de ontem que traçou o destino da equipa de Bruno Lage. Aliás, pondo de parte as circunstâncias particulares em que aconteceu, um empate com golos em casa da melhor equipa do grupo está longe de ser um mau resultado. O problema foi chegar à Alemanha, ao jogo previsivelmente mais complicado de toda a fase de grupos, sem qualquer margem de erro e isso explica-se com o que aconteceu antes.

Aquilo que o jogo frente ao Leipzig demonstrou, para lá de qualquer dúvida razoável, é que se o Benfica tivesse jogado sempre com os melhores jogadores disponíveis, se tivesse apresentado sempre uma equipa adulta e experiente, se tivesse abordado a Champions sem reservas como fez ontem, podia muito bem estar noutra situação. Aliás, o próprio Bruno Lage fez questão de o reconhecer, quando convidado a explicar o que falta aos encarnados para terem a dimensão europeia de que Luís Filipe Vieira costuma falar: "Falta jogarmos sempre como fizemos hoje." A questão é que não é possível jogar sempre como o Benfica jogou ontem quando o treinador opta por fazer alinhar as segundas linhas para apostar as fichas todas no campeonato. Simples, não é?