Vingança, um sentimento feio, mas, quem nunca sentiu esse gosto, em algum momento da vida, que atire a primeira pedra. O argentino Paulo Dybala é certamente uma pessoa que tem todo o direito de saborear este gostinho.
Vingança, um sentimento feio, mas, quem nunca sentiu esse gosto, em algum momento da vida, que atire a primeira pedra. O argentino Paulo Dybala é certamente uma pessoa que tem todo o direito de saborear este gostinho. Ouviu e aturou em silêncio críticas descabidas, mais do que isso, observou, sempre em silêncio, ser contra si movimentada uma verdadeira campanha crítica por parte da imprensa durante o mercado de verão. Do não ter personalidade para vestir a 10 da Juventus, ao treinar mal, ser mole, ter pouca cabeça, ser imaturo, estes foram só alguns dos termos mais simpáticos usados para criticar o jogador argentino. Na verdade, essa campanha foi impulsionada pela imprensa mais próxima do clube de Turim e surgiu porque a Juventus precisava de justificar aos seus adeptos o porquê de querer vender um dos jogadores mais queridos pelo público bianconero. E o plano quase funcionou, só que Dybala não moveu uma palha para deixar o país que o acolheu com apenas 19 anos. Bateu o pé, beijou o escudo do clube mais do que uma vez durante a preparação de verão, permaneceu em silêncio e confiou na admiração que o novo treinador, Maurizio Sarri, nutre por ele. A chegada de Sarri foi preponderante para recuperar Dybala do ponto de vista mental e físico. Hoje, o argentino é o jogador mais em forma do plantel, o que marcou mais golos nesta época e o que mais influência tem no jogo coletivo da equipa. Até ao fim da época, isso até pode mudar, mas a volta por cima, essa, já ninguém a pode negar. Na verdade, Dybala nunca esteve assim tão mal como a imprensa queria fazer passar. A queda de rendimento na época passada foi principalmente porque Allegri o recuou muito no terreno, e, como disse Sarri, Dybala "não é um médio", "é e sempre será um avançado". Para que se entenda. Desde que chegou à Juventus, em 2015, ele foi sempre determinante. Os quatro campeonatos levam a sua marca, o seu brilho e o seu talento. A final da Champions de 2017, depois perdida contra o Real Madrid do CR7, tem a marca dos seus golos. Dybala cometeu alguns erros na carreira e pode nunca vir a ser um dos melhores da história, mas tem tudo o que é preciso para deixar o seu nome na história do futebol.